Roubo de Cargas Cai 17% em 2025, mas Prejuízo Bilionário Ainda Assombra Transportadoras e Embarcadores
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Roubo de Cargas Cai 17% em 2025, mas Prejuízo Bilionário Ainda Assombra Transportadoras e Embarcadores

Loog.ai4 min

Brasil registrou 8.570 ocorrências de roubo de cargas em 2025, queda de 16,7% ante 2024, graças a ações integradas e nova lei antifacções. Apesar do avanço, prejuízos diretos de R$ 900 milhões – podendo superar R$ 1 bilhão com custos indiretos – seguem elevando o 'custo Brasil' para shippers e carriers.[1][2]

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Roubo de Cargas Cai 17% em 2025, mas Prejuízo Bilionário Ainda Assombra Transportadoras e Embarcadores

O Brasil registrou 8.750 ocorrências de roubo de cargas em 2025, uma queda de 16,7% em relação a 2024, segundo a NTC&Logística. Apesar da redução, os prejuízos bilionários persistem, com Sudeste concentrando 62,4% das perdas e Nordeste em ascensão, forçando transportadoras a elevar custos operacionais em até 20% para mitigar riscos.

Queda Geral, mas Perdas Ainda Bilionárias

A NTC&Logística divulgou dados que mostram 8.750 casos de roubo de cargas em 2025, representando queda de 16,7% ante os mais de 10 mil registros de 2024, quando os prejuízos somaram R$ 1,2 bilhão. Para transportadoras, isso significa alívio parcial, mas o impacto financeiro continua pesado: embarcadores enfrentam reajustes de fretes que corroem margens em 5-10%, segundo estimativas do setor.[7][1]

No primeiro semestre, a redução foi de quase 17% nas ocorrências no Sudeste, mas os valores roubados mantêm o crime como entrave logístico. A CNT alerta que, sem investimentos em segurança, os custos totais podem ultrapassar R$ 2 bilhões anuais, afetando diretamente a competitividade de grãos e commodities, principais alvos da Conab em rotas exportadoras.

8.750

Ocorrências em 2025 (queda de 16,7%)

R$ 1,2 bi

Prejuízos estimados em 2024

Sudeste Lidera, mas Nordeste Avança e Muda o Mapa do Crime

O Sudeste concentrou 62,4% dos roubos no primeiro semestre de 2025, queda de 18,2 p.p. em relação aos 80,6% de 2024. São Paulo caiu de 48,7% para 3,7% em junho, enquanto Rio de Janeiro subiu para 56,6% das perdas mensais. Minas Gerais despencou de 14,2% para 3,4%, mas Paraná saltou para 7,5%.[1]

O Nordeste emergiu com 21,3% dos casos, alta de 5,5 p.p., diversificando riscos para transportadoras que operam em corredores como BR-101 e BR-226. Para embarcadores de agro, isso eleva prêmios de seguro em 15-25% nessas rotas, impactando custos totais de logística em 12%, conforme dados da CNT.

"O roubo de cargas continua sendo um dos maiores desafios para a logística no país, impactando custos, segurança e operações."

— NTC&Logística

Tipos de Carga e Horários Críticos: Alimentos e Noites em Alta

Cargas fracionadas lideram com 43,8% (queda de 14,7 p.p.), mas alimentos subiram para 33,3% (de 22,6%), e eletrônicos para 10,8%. No Sudeste, fracionadas e alimentos somam 81,4% na BR-101, que concentra 14,7% dos prejuízos nacionais – o dobro de 2024.[2][3]

Roubos noturnos cresceram 14,3 p.p. para 54,2%, com picos às sextas (32,8%) e avanço em quintas e domingos. Transportadoras relatam necessidade de escoltas 24/7, elevando custos operacionais em R$ 0,50 por km rodado, segundo a CNT.

62,4%

Sudeste no 1º semestre

21,3%

Nordeste em ascensão

43,8%

Cargas fracionadas

54,2%

Roubos noturnos

Impactos para Transportadoras e Embarcadores: Custos e Estratégias

Transportadoras absorvem 70% dos custos extras com seguros e rastreamento, repassando 30% aos embarcadores via fretes mais altos. A CNT estima que o crime eleva o custo logístico total do agro em 8-12%, crucial para exportações monitoradas pela Conab. Investimentos como os R$ 62,1 bilhões em debêntures incentivadas ajudam, mas segurança demanda R$ 4-6 bi anuais extras.

Estratégias vencedoras incluem tecnologia de rastreio em tempo real (reduz perdas em 40%, per nstech) e modais alternativos: ferrovias como a Rumo, com lucro de R$ 213 mi no 4T/2025 e corte de 10% nos fretes em 2026, aliviam rodovias. Corredores Brasil-Bolívia fortalecem agro, mas exigem blindagem contra roubos.

Perspectivas e Recomendações Práticas

Para 2026, projeções da NTC indicam estabilização se policiamento em BR-101 e BR-116 intensificar. Embarcadores devem priorizar lotações completas (reduz fracionadas em 25%) e horários diurnos. Transportadoras ganham com parcerias como TCP/Brado em Paranaguá, que bateu 14,3 mi/t em ferrovias. GH Logística prevê 70% de crescimento em serviços, mas alerta: sem segurança, margens caem 15%.


Fontes: Estadão Mobilidade, Portal Turbinar, AAAPV, Portal do Trânsito, Agência Brasil, CNN Brasil, Abralog

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Tags:

#roubo de cargas#segurança logística#NTC&Logística#custo Brasil#transporte rodoviário
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