Pesquisa do Setcesp revela que 88% das empresas de transporte rodoviário de cargas enfrentam escassez de motoristas, paralisando em média 8 caminhões por transportadora. Com mão de obra representando 19,5% dos custos, shippers e carriers precisam de soluções urgentes para evitar colapso na rentabilidade em 2025.
Falta de Motoristas Paralisa 88% das Transportadoras: 8 Caminhões Parados por Empresa Ameaçam o TRC em 2026
88% das transportadoras de cargas rodoviárias no Brasil enfrentam escassez de motoristas, com média de 8 caminhões parados por empresa, segundo pesquisa da NTC&Logística divulgada em 2026. Esse gargalo paralisa operações, eleva custos em 19,5% com mão de obra e ameaça a rentabilidade do setor em um ano de reoneração da folha e Selic alta, pressionando embarcadores com atrasos e fretes defasados em 10,1%.
A Crise Estrutural que Para a Frota Nacional
A falta de motoristas não é mais um problema sazonal, mas uma crise estrutural no transporte rodoviário de cargas (TRC). Pesquisa da NTC&Logística, realizada em 2025 e revelada no início de 2026, mostra que 88% das empresas relatam dificuldades para contratar profissionais e agregados. Nas transportadoras afetadas, a média é de 8 caminhões ociosos por operação, o que significa frotas paradas nos pátios enquanto demandas de escoamento de safra e commodities acumulam.
Para transportadoras, cada caminhão parado gera prejuízo diário com financiamento, seguro e depreciação, sem receita para compensar. Embarcadores sofrem com prazos estourados, especialmente no interior paulista e complexos portuários como Itajaí, onde cargas travam. A escassez é a segunda maior barreira ao crescimento do setor (28,1% das citações), atrás apenas da economia interna (40,7%).
88%
Das transportadoras com dificuldade para contratar motoristas
8
Caminhões parados em média por empresa
Causas Profundas: Envelhecimento, Regulamentações e Concorrência
O envelhecimento da categoria de motoristas, jornadas exaustivas e tempo longe de casa afastam novos profissionais. Concorrência com outros setores agrava o quadro. Decisões judiciais da ADI 5322 alteraram regras de espera e descanso, reduzindo a disponibilidade operacional de cada condutor e exigindo mais contratações para manter o volume de entregas.
Regulamentações da ANTT intensificam a fiscalização do piso mínimo de frete, com punições de até dois anos para irregularidades. CEO da JSL alerta: a tabela ignora variáveis operacionais, forçando renegociações e elevando custos. NTC&Logística aponta defasagem de 10,1% entre custos e fretes recebidos, com diesel em 43,2% das despesas e alta de 2,69% em 24 meses. Mão de obra representa 19,5% dos custos, com aumento de 13,42% no período.
"Vai subir o custo do transporte e alguém vai pagar a conta."
— CEO da JSL, Transporte Moderno
Impactos em 2026: Rentabilidade Ameaçada e Custos Logísticos no Teto
ILOS projeta custos logísticos em 15,5% do PIB em 2025, com 52% das empresas esperando alta nos preços de transporte em 2026. No TRC, preço caiu 1% ao ano, mas desafios persistem. Para 2026, 57% das transportadoras preveem estabilidade, 29,6% piora e só 13,3% melhora, com reoneração da folha e Selic elevada pressionando contratações.
Setcesp destaca gargalos em rodovias como acesso ao Porto de Santos, com tráfego intenso elevando custos – soluções como terceira pista da Imigrantes só em 2031. Investimentos governamentais avançam: R$ 875 mi no Acre, R$ 13,16 bi na BR-116/MG e R$ 14,8 bi na Fernão Dias. Mas sem motoristas, infraestrutura ociosa não resolve.
19,5%
Mão de obra nos custos do TRC
10,1%
Defasagem entre custos e fretes
Embarcadores do agronegócio, que dependem do TRC para 70% do escoamento segundo CNT, enfrentam riscos de desabastecimento. Sem ação, o setor perde competitividade global, com safra da Conab ameaçada por atrasos.
Soluções Imediatas: Capacitação e Retenção como Prioridade
92,6% das empresas planejam investir em capacitação para combater a escassez. Estratégias incluem melhoria de condições, remuneração competitiva e controle de retenção. Setcesp defende regulação previsível, tecnologias e aceleração de projetos ferroviários, como os R$ 500 mi da VLI no Corredor Norte.
Transportadoras ágeis adotam ferramentas digitais para otimizar rotas e motoristas, reduzindo ociosidade. Para 2026, priorizar treinamento e parcerias com escolas de motoristas é essencial. Embarcadores devem diversificar modais, mas o TRC segue rei – resolver a falta de mãos no volante é urgente para evitar colapso.
"A escassez de motoristas é a segunda maior limitação ao crescimento do setor."
— NTC&Logística
Fontes: Setcesp/NTC&Logística, Prolog App, G1, Mundo Logística, Transp.net, Click Petróleo e Gás, Transporte Moderno, Ministério dos Transportes
Automatize Suas Cotações de Frete Agora
Não deixe a falta de motoristas travar sua operação. A Loog.AI automatiza cotações de frete via WhatsApp — sem planilhas, sem ligações.
Fale Com a Loog.AI →