Estudo do ILOS revela que custos logísticos consumiram 15,5% do PIB em 2025, com 52% das empresas esperando aumento nos preços de transporte em 2026. Gargalos de infraestrutura e crise do petróleo pressionam shippers e transportadoras a buscar eficiência urgente.
Custos Logísticos Batem 15,5% do PIB: 52% das Empresas Preveem Alta nos Fretes em 2026
Os custos logísticos no Brasil consumiram R$ 1,96 trilhão em 2025, equivalentes a 15,5% do PIB, enquanto 52% das empresas projetam alta nos fretes para 2026 devido a gargalos de infraestrutura e crise global do petróleo. Esse cenário aperta margens de transportadoras e embarcadores, demandando eficiência urgente em um país que transportou 25% mais carga na mesma base logística dos últimos 10 anos.
Custos Logísticos: De 10,4% para 15,5% do PIB em Uma Década
O estudo anual do Instituto de Logística e Supply Chain (ILOS) revela que os custos logísticos saltaram de 10,4% do PIB em 2014 para 15,5% em 2025, totalizando R$ 1,96 trilhão. Esse aumento reflete o descompasso entre o crescimento do volume de cargas — 25% maior na última década — e a infraestrutura estagnada, gerando gargalos que elevam despesas em transporte, estoques e armazenagem.[1][6]
Para transportadoras, as despesas operacionais subiram entre 2023 e 2024 sem repasse integral aos fretes, mantendo preços estáveis em 2025. Resultado: margens apertadas e saída de operadores de setores como graneis agrícolas, que cresceram 17% na produção. Embarcadores enfrentam risco de escassez de capacidade, com estoques imobilizados subindo de 3% para 5% do PIB desde 2014, agravados por juros altos da Selic.[3]
15,5%
Custos logísticos do PIB em 2025 (ILOS)
R$ 1,96 tri
Valor total consumido em logística
52% das Empresas Esperam Alta nos Fretes em 2026
Pesquisa do ILOS indica que 52% das empresas brasileiras antecipam aumento nos preços de transporte para 2026, com 22% prevendo alta em armazenagem e 13% em estoques. Setores como materiais de construção (14,3% da receita em logística), óleo e gás (13,3%) e higiene/cosméticos (9,9%) são os mais pressionados, com média geral de custos subindo 15,5% em 2025.[3]
A crise global do petróleo agrava o quadro, elevando fretes rodoviários a partir de março de 2026 e forçando readequações. Transportadoras rodoviárias, que dominam 65% da matriz (dados CNT históricos), enfrentam diesel mais caro sem piso de frete ajustado, enquanto embarcadores renegociam contratos em meio a margens reduzidas.[5]
"Os investimentos em infraestrutura não acompanharam o desempenho do setor logístico. O País não tem como crescer quando o custo logístico aumenta muito."
— Maurício Lima, sócio-diretor do ILOS
Gargalos de Infraestrutura e Pressões Externas
O Brasil transporta 25% mais volume com a mesma infraestrutura de 10 anos atrás, criando cuellos de botella que consomem competitividade. Juros altos da Selic encarecem estoques imobilizados, enquanto a dependência rodoviária (65% das cargas, per CNT) amplifica impactos do petróleo. Embarcadores de agronegócio, que movem bilhões via Conab, sofrem com ineficiências que elevam custos em até 15,5% da receita.[4]
A era de margens apertadas em 2026 exige eficiência: retração de consumo e juros altos forçam transportadoras a otimizar rotas, enquanto embarcadores buscam modais alternativos. Dados da CNT reforçam que rodovias respondem por 75% dos acidentes e atrasos, pressionando prazos e seguros.[6]
52%
Empresas preveem alta nos fretes (ILOS)
25%
Mais volume de carga na mesma infra
Reforma Tributária e Investimentos: Luz no Fim do Túnel?
A Reforma Tributária de 2026 inicia transição para IVA, elevando alíquota de serviços de 4% para 28% e alterando CT-e, NFS-e e NF-e. Transportadoras precisam automatizar para manter fluxo de caixa, enquanto 13 leilões rodoviários mobilizam R$ 149,1 bilhões em 6.407 km e política ferroviária prevê R$ 140 bilhões em 8 certames.[1][4]
Esses R$ 289,1 bilhões totais podem aliviar gargalos, mas só em 2027+. Para 2026, tendências como tecnologia e sustentabilidade (IA em roteirização, modais verdes) são essenciais. Embrapa e Abiove destacam que agronegócio, 25% do PIB per IBGE, depende de logística eficiente para exportações recordes da Conab.
Impacto prático: transportadoras com margens abaixo de 5% (dados Logweb) devem priorizar automação; embarcadores renegociam 20-30% dos contratos. Sem ação, custos podem bater 16% do PIB, freando crescimento em 1-2 p.p., per projeções ILOS.
Fontes: ABOL/ILOS, ILOS, Setcesp, Gov.br, Jornal do Brasil, Revista Modal, Setcesp/ILOS
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